Formadora: Vandy

Dez importantes questões a considerar...
Variáveis que interferem nos resultados do trabalho pedagógico

Rosaura Soligo 

O desafio de organizar a prática pedagógica a partir do modelo metodológico da resolução de
problemas se expressa, principalmente, no planejamento de situações de ensino e aprendizagem
difíceis e possíveis ao mesmo tempo, ou seja, em atividades e intervenções pedagógicas
adequadas às necessidades e possibilidades de aprendizagem dos alunos. Uma prática desse tipo
pressupõe:
· favorecer a construção da autonomia intelectual dos alunos;
· considerar e atender às diversidades na sala de aula;
· favorecer a interação e a cooperação;
· analisar o percurso de aprendizagem e o conhecimento prévio dos alunos;
· mobilizar a disponibilidade para a aprendizagem;
· articular objetivos de ensino e objetivos de realização dos alunos;
· criar situações que aproximem, o mais possível, "versão escolar" e "versão social" das práticas e
conhecimentos que se convertem em conteúdos na escola;
· organizar racionalmente o tempo;
· organizar o espaço em função das propostas de ensino e aprendizagem;
· selecionar materiais adequados ao desenvolvimento do trabalho;
· avaliar os resultados obtidos e redirecionar as propostas, se eles não forem satisfatórios.
Para desenvolver um trabalho pedagógico orientado por esses propósitos, é preciso que os
professores tornem-se cada vez mais capazes de:
· "analisar a realidade, que é o contexto da própria atuação;
· planejar a ação a partir da realidade à qual se destina;
· antecipar possibilidades que permitam planejar intervenções com antecedência;
· identificar e caracterizar problemas (obstáculos, dificuldades, distorções, inadequações...);
· priorizar o que é relevante para a solução dos problemas identificados e autonomia para
tomar as medidas que ajudam a solucioná-los;
· buscar recursos e fontes de informação que se mostrem necessários;
· compreender a natureza das diferenças entre os alunos;
· estar aberto e disponível para a aprendizagem;
· trabalhar em colaboração com os pares;
· refletir sobre a própria prática;
· utilizar a leitura e a escrita em favor do desenvolvimento pessoal e profissional."

O que garante os resultados

A observação da realidade e algumas pesquisas sobre o ensino e a aprendizagem vêm indicando
que há um conjunto de variáveis que interferem nos  resultados (positivos ou negativos) do
trabalho pedagógico. As principais são as seguintes:
1. A concepção de ensino e aprendizagem do professor e o nível de conhecimento profissional
de que dispõe.
2. A crença do aluno na sua própria capacidade de aprender e o reconhecimento e a valorização
dos seus próprios saberes.
3. O contexto escolar em que as situações de ensino e aprendizagem
 acontecem.
4. O contrato didático que rege as situações de ensino e aprendizagem.
5. A relação professor-aluno.
6. O planejamento prévio do trabalho pedagógico.
7. As condições de realização das atividades propostas.
8. A intervenção do professor durante as atividades.
9. A gestão da sala de aula.
10. A relação da família com a aprendizagem dos alunos e com a proposta pedagógica.






“A formação é uma viagem aberta, uma viagem que não pode estar antecipada, uma viagem interior, uma viagem na qual alguém se deixa influenciar a si próprio, se deixa seduzir e solicitar por quem vai ao seu encontro... a experiência formativa e a experiência estética não são transitivas... não vão de alguém para alguém, mas acontecem a alguém com alguém...”

Jorge Larrosa


Perfil do Coordenador e suas competências – Baseado no Livro: Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire


Ser coordenador é ser um agente de transformação no cotidiano escolar, ser responsável pela construção e reconstrução da ação pedagógica.
Freire defende ao descrever que o coordenador pedagógico é, primeiramente, um educador que deve estar atento ao caráter pedagógico de aprendizagem no interior da escola.
Em 2010, quando comecei o meu papel de coordenador pedagógico, me propus a trabalhar de forma democrática para atender as necessidades da equipe. Procuro ser uma pessoa criativa, organizada, ouvinte e aberto a novos conhecimentos. Paulo Freire, diz: estar aberto a aprender de acordo com a realidade de seus educandos, porém não aceitar tudo que se diz como verdade absoluta, e sim, filtrar as informações para ver se pode aceitar ou não. Fazendo sempre uma reflexão de sua prática para ver se a metodologia usada esta sendo eficaz, ou não e ter consciência de mudar quando esta, não estiver dando certo.
Executo o trabalho de coordenação sempre em conexão com a direção e com o corpo docente. Participo da elaboração do plano político pedagógico me responsabilizando pela divulgação e execução de forma cooperativa.
Proporciono trocas de experiências e materiais entre professores, trazendo práticas inovadoras que busco através de pesquisas, estudos e cursos oferecidos pela secretaria e ou particulares.
Como Coordenadora Pedagógica, participo de todos os momentos de reflexão coletiva e individual. Encontros de forma sistemática, com a intenção da concretização do Projeto Político Pedagógico.
Nos HTPCs, tenho contato direto com os professores com objetivo de desenvolver processos de integração, estimulação e mediação do trabalho, visando a ação coletiva que facilite a boa qualidade na ação pedagógico desenvolvida nos diferentes segmentos.
Procuro sempre ser um elemento integrador, orientador e de apoio aos professores criando um clima propicio ao desenvolvimento dos objetivos educacionais, mediante a orientação, assistência e acompanhamento das atividades desenvolvidas.
Através do grupo me fortaleço e encontro caminhos na superação dos conflitos pedagógicos, educacionais administrativos e políticos vivenciados no cotidiano escolar. Na observação, e sendo observado, vou sendo um aprendiz, pois é no retorno do outro que tenho uma visão do quanto atingi os meus objetivos, minhas falhas, minhas dificuldades, meus acertos e intervenções. Estando juntos construímos, intervenções, encaminhamentos para estimular a prática de diálogo, de trocas, saberes, que no confronto e na reflexão pode-se criar novas práticas e novos saberes.
Tento sempre falar e ouvir no momento certo, dando espaço a voz do outro, detectando assim, necessidades, desejos, intenções para poder articular e intervir.
“Ensinar não é transmitir conhecimentos”, Freire defende a idéia de que não devemos transferir conhecimento como um dono da verdade absoluta e inquestionáveis, mas devemos estar pronto a ajudar os educandos a desenvolver o pensamento. O conhecimento é inacabado, pois somos eternamente aprendizes e que todo ser humano é um ser condicionado, preso a uma cultura e a um tempo, e por isso, o pensamento vai se desenvolvendo e que devemos respeitar o tempo de aprendizagem, sendo importante que o professor tenha consciência de sua classe e nós coordenadores estar sensíveis as reivindicações dele e dos colegas para melhores condições de trabalho.
Enfim, devemos trabalhar em conjunto procurando criar novas perspectivas de maneira a aumentar ainda mais o sucesso da nossa escola.
Os objetivos e metas vêm a ser muito mais do que foi explicitado aqui, portanto procurarei cumprir com os meus deveres da melhor forma possível.

(Minha amiga Mara Tiburcio e eu)

Dia 13/03/2012, nós Coordenadores de Taboão da Serra, tivemos o privilégio de visitar o museu de Arte Brasileira FAAP, onde acontecia a  exposição: Momentos e Movimentos Coleção de fotografias. Pudemos nos maravilhar com as mais variadas fotos. Tivemos momentos agradáveis de apreciar e que muitas delas mais pareciam com quadros pintados. Após essa apreciação, fizemos uma dinâmica com a educadora que nos falava sobre cada autor, a  estratégias usadas para fotografar o momento, o movimento e o material utilizado para revelação. 
Foi muito gratificante observar as fotos com outro olhar, olhar de "artista", como eles pensam, a parte histórica da foto, o momento e os movimentos.
Para mostrar a diversidade de autores e temática, Rubens Fernandes Junior, dividiu a exposição em núcleos: Moda, Comportamento e estilo: O corpo e suas formas; O retrato; Experimentação e sonhos.

Algumas fotos retiradas da internet, que estão na exposição, para agradar os olhos:
Valdir Cruz (Guarapuava, PR 1954)
Paisagem com árvores e lago. Série Guarapuava, 2002
Pigmento sobre papel de algodão # 13/25, tiragem 2006

J. R. Duran
(Barcelona, Espanha 1952)
Jenny. Nova York, 1995
Impressão a jato de tinta sobre papel fotográfico, 1/15
Mario Cravo Neto
(Salvador, BA 1947 - 2009)
África 1, 1992
Prata sobre papel gelatinado, 15/25

Jean Manzon
(França 1915 – Portugal 1990)
Desfile de moda da casa Canadá no Copacabana Palace, déc.1940
Prata sobre papel gelatinado entonada ao Selênio, tiragem 2008
45 x 44,5 cm / 59,4 x 49,4 cm

Valdir Cruz 

Só o Tempo

Quem pode dizer aonde vai a estrada ?
Para onde vão os dias ?
Só o tempo
E quem pode dizer se o seu amor crescerá
conforme seu coração escolher ?
Só o tempo  
Quem pode dizer porque seu coração suspira
conforme seu amor flutua ?
Só o tempo 
E quem pode dizer porque seu coração chora
quando seu amor morre?
Só o tempo  
Quem pode dizer quando os caminhos se cruzam
que o amor deve estar
em seu coração ?
E quem pode dizer quando o dia dormir
... a noite guarda todo o seu coração ?
A noite guarda todo o seu coração?
Quem pode dizer se o seu amor crescerá
conforme seu coração quiser ?
Só o tempo 
E quem pode dizer aonde vai a estrada ?
Para onde vão os dias ?
Só o tempo 
Quem sabe?
Só o tempo
Quem sabe?
Só o tempo
Pra você, minha amiga Mara, uma pequena homenagem a uma grande mulher, guerreira, inteligente e acima de tudo humana. Quero agradecer por ter paciência comigo e por compartilhar seus conhecimentos, permitindo o meu crescimento nesta função que gosto tanto. 
Apresentação1 fotos
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Esses slides foram trabalhados em HTPCs,  apresentei no data show, onde puderam apreciar as fotos e logo depois comecei a fazer perguntas de como  trabalhar  fotos em sala de aula. Os professores foram falando e analisando viram que poderiam ir muito mais além do que simplesmente apreciar ou descrever a foto, mas sim com um olhar diferenciado, tentar perceber a intenção do fotógrafo , o momento , que sentimento que ela nos traz, enfim. Aproveitando o que disseram ,perguntei se daria para escrever um texto através da foto e se poderíamos considerá-la como um.
Perguntei também quais os tipos de textos que existem, somente um eles não lembraram o preditivo, que são aqueles textos relacionados aos acontecimentos futuros.
Coloquei  outros textos e fui perguntando: Que gênero é aquele, qual o portador, destinado a que tipo de leitor, qual série/ano poderíamos trabalhar, que tipo de texto é, entre outras.
Falamos também da intertextualidade intergêneros, que é aquele gênero que assume a função de outro e dei exemplos de como fazê-lo.
Foi um HTPC bem proveitoso, onde todos saíram satisfeitos e com alguns conhecimentos  a mais...


Como fazer observação de sala de aula

Entrar na classe para analisar as interações entre os alunos e o professor requer planejamento e quebra de resistência

Gustavo Heidrich (novaescola@atleitor.com.br)

O papel da coordenação pedagógica é melhorar a prática docente na formação continuada na escola. E, para saber das necessidades da equipe para ensinar melhor, quem exerce essa função tem inúmeros recursos, como analisar o planejamento das atividades, as produções dos alunos e o resultado das avaliações. Contudo, existe uma ferramenta que vai direto ao ponto e permite um conhecimento mais estreito dos problemas didáticos: é a observação feita na sala de aula. 


O objetivo dessa ferramenta de formação é analisar as interações que são construídas entre o professor, os estudantes e os conteúdos trabalhados . Muitas vezes, o próprio docente não percebe que uma pequena mudança em sua prática pode levar a resultados mais positivos - e uma pessoa de fora tem mais facilidade para apontar um caminho. Nesta reportagem, você, coordenador pedagógico, vai saber como romper eventuais barreiras para usar a observação da sala de aula como uma ferramenta formativa. 



Como dar os primeiros passos e quebrar resistências 



A ideia é simples: você entra na classe, assiste a uma aula, faz anotações e, com base nelas, tem mais segurança para planejar os encontros de formação e orientar os professores, certo? Certo. Só que não é tão simples assim: alguns docentes sentem seu espaço invadido com a presença de um observador. 



É preciso criar um clima e uma cultura em que a parceria no desenvolvimento profissional esteja acima de melindres pessoais. 



Para quem está iniciando na função de coordenador ou chegando a uma escola em que não existe essa prática, é um pouco mais complicado. O primeiro passo é conversar com toda a equipe nos encontros coletivos, esclarecendo que os principais objetivos são: montar a pauta de formação continuada com base nas necessidades de ensino e conhecer bons exemplos de prática didática que mereçam ser compartilhados com a equipe (sim, às vezes elas ficam restritas a uma só sala de aula, quando poderiam ser divulgadas e ajudar outros alunos a aprender). 



Por isso, é bom consultar cada um dos professores para ver se eles topam receber você. Mesmo quando todos estão acostumados a essa rotina, é importante avisar o professor quando a visita será realizada. Envolver os professores na elaboração da pauta também pode ser um procedimento útil para quebrar resistências, pois eles mesmos podem indicar em que pontos necessitam de ajuda e de soluções didáticas.

Atenção à postura dentro da sala de aula 


Alguns detalhes vão ajudar você a não ser invasivo no momento da observação. O primeiro deles é lembrar que aquele espaço é do professor. Por isso, procure sentar-se no fundo da sala ou nas laterais, manter a menor interação possível com os alunos e nunca interferir na fala do docente. 



Mesmo que a pauta tenha sido discutida e fechada previamente, uma vez na sala é preciso analisar todas as interações e estar aberto para se surpreender com situações que não esperava encontrar - que podem, inclusive, ser extremamente positivas. 



O que é observado deve ser apenas anotado nesse momento. Durante e após a observação, você vai construindo hipóteses sobre as interações que dão certo e as que precisam de ajustes - e essa será a base do registro e da conversa posterior com o professor. 



Devolutivas consistentes apontam caminhos 



O trabalho de observação não termina quando o coordenador sai da sala de aula. Ao contrário. Talvez a parte mais importante venha a seguir: a conversa com o professor. Tire uma cópia das anotações feitas e entregue a ele antes da devolutiva para que possa se preparar para a conversa, que deve ser sempre individual e, no máximo, uma semana após a data da observação. Inicie o bate-papo citando tudo de positivo que você viu, demonstrando com isso que reconhece o bom trabalho feito. Em seguida, trate dos pontos que precisam ser melhorados. 



Um procedimento que sempre enriquece esse debate é a apresentação do embasamento teórico (para dar consistência às observações e à apresentação de sugestões para a mudança da prática). Não se esqueça de ouvir o professor, que certamente vai expor as dificuldades que encontra e as necessidades que ele tem para colocar em uso as propostas feitas por você. 



"Todo processo formativo é sempre conflituoso. O coordenador só conquista o respeito do grupo quando o docente percebe que as devolutivas têm resultados positivos na maneira de ensinar e, consequentemente, no desempenho dos alunos", afirma Fátima Camargo, mestre em Didática pela Universidade de São Paulo (USP) e consultora pedagógica. 



O resultado final desse processo deve ser um planejamento de formação para o professor e para toda a equipe docente. Acreditar nessa perspectiva pressupõe encarar o educador como um profissional capaz de construir as próprias estratégias de ensino com base na reflexão sobre a prática.

O que observar 


Durante a observação em sala de aula, é preciso verificar como se desenvolvem as interações entre professores, alunos e conteúdos e de que forma elas podem se tornar tema da formação continuada na escola. Abaixo estão algumas questões que podem servir de roteiro para essa prática. Relacione as frases com destaque colorido com as explicações nos tópicos abaixo do quadro.


Pauta de observação de sala de aula 

Nome do professor ___________________________ 

Disciplina ___________________________ 

Conteúdo da aula ___________________________ 
Data da observação ___________________________ 



1. A interação entre os alunos e o conteúdo 

- O conteúdo é adequado às necessidades de aprendizagem da turma? 

- As atividades e os problemas propostos são desafiadores e proveitosos para todos os alunos ou para alguns foi muito fácil e, para outros, muito difícil? 
- Há a retomada de conhecimentos trabalhados em aulas anteriores como um ponto de partida para facilitar novas aprendizagens ou as atividades apenas colocam em jogo o que já é conhecido pela turma? 
- Os recursos utilizados são adequados ao conteúdo? 
- Como está organizado o tempo da aula? Foram reservados períodos de duração suficiente para os alunos fazerem anotações, exporem as dúvidas, debaterem e resolverem problemas? 



2. A interação entre o professor e os alunos 

- Os objetivos de aprendizagem de curto e longo prazos dos conteúdos em questão estão claros para a turma? 

- As propostas de atividades foram entendidas por todos? Seria necessário o professor explicar outra vez e de outra maneira? As informações dadas por ele são suficientes para promover o avanço do grupo? 
- As intervenções são feitas no momento certo e contêm informações que ajudam os alunos a refletir? 
- O professor aguarda os alunos terminarem o raciocínio ou demonstra ansiedade para dar as respostas finais, impedindo a evolução do pensamento? 
- As hipóteses e os erros que surgem são levados em consideração para a elaboração de novos problemas? 
- As dúvidas individuais são socializadas e usadas como oportunidades de aprendizagem para toda a turma? 



3. A interação dos alunos com os colegas 

- Os alunos se sentem à vontade para colocar suas hipóteses e opiniões na discussão? 
- Nas atividades em dupla ou em grupo, há uma troca produtiva entre os alunos? 
- Com que critérios a classe é organizada? 
- Os alunos escutam uns aos outros?

Para pensar em novas abordagens 
Problemas adequados são os que representam um desafio possível. Ou seja, não podem ser tão fáceis a ponto de serem solucionados sem esforço nem tão difíceis que se tornem desestimulantes. Quando 80% da turma acerta sem dificuldade as questões propostas, é hora de lançar novos desafios. Se mais da metade não encontra solução, é preciso orientar o professor para que ele tente novas abordagens e ajudá-lo a diversificar as atividades.


Como usar bem o material pedagógico 

Mapas, slides, ilustrações, fotos e vídeos precisam ser adequados ao conteúdo trabalhado, utilizados em momentos certos e ter qualidade técnica. Quando alguma dessas coisas não acontece, busque com o professor novas ferramentas ou indique maneiras mais eficientes de usar as já disponibilizadas pela escola. No caso de recursos tecnológicos, é sempre recomendável testá-los antes da aula. 



Em busca de clareza e objetividade 

Muitas dificuldades que aparecem durante os momentos de aprendizagem têm origem em uma proposta confusa, mal elaborada ou comunicada de forma ineficiente. Durante a observação, anote as falas do professor para posteriormente discutir a clareza e a pertinência das propostas. Para torná-las mais claras, geralmente são necessárias mudanças simples, como a substituição das palavras difíceis. 


Fazer do erro uma oportunidade de ensinar 

Durante a observação, anote os erros e as dúvidas apresentados pelos alunos e verifique se o professor consegue fazer com que as dificuldades individuais sejam oportunidades de avanço para todo o grupo. Os erros e as intervenções dos professores também podem ser registrados para a tematização da prática durante os encontros coletivos e os individuais.



Ajuda na formação de grupos 

É preciso observar se as duplas ou os grupos foram formados aleatória ou intencionalmente. A escolha dos pares precisa ser planejada e a formação vai variar de acordo com os conteúdos. Ao perceber que um agrupamento não é produtivo, analise com o professor o perfil dos alunos e ajude a montar outros mais eficazes. 



Para cada situação, um grupo 

Ao perceber uma inadequação entre a organização da sala e o conteúdo, você pode indicar, na devolutiva, outras formas de dispor os alunos. Em roda, em duplas, trios ou quartetos. A forma como a turma trabalha deve estar relacionada aos objetivos pedagógicos. Geralmente, grupos grandes servem para socializar estratégias, mas não para trocar informações. Já quando o objetivo é colocar os conhecimentos de cada aluno em jogo, o melhor são as atividades individuais.